sábado, 23 de abril de 2011

Pra se desapaixonar


Para que possam as coisas continuarem a fluir,
desculpe,
terei que sumir.

Sumir assim,
sem aviso, sem compromisso,
um, dois, três dias ou mais.

E volto quando a saudade apertar,
E você,
Vier me buscar.

Um minuto ao teu lado,
dois ou três.
Pra cair na armadilha da rotina,
basta outra vez!

Não quero te prender,
então te solto e vou...
Só quero ser livre com você,
e sou!

Então deixa eu desaparecer,
e fingir te esquecer!
Pra depois voltar,
e começar tudo outra vez!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Quero um sorriso

Minha alma é de criança,
E me apaixono por sorrisos

sorrisos falsos
sorrisos vivos
sorrisos mitos
Sorrisos de todos os tipos

Se são pra mim ou não
Roubo sua intenção
Acredito no bom grado do coração

Sorriso é bicho solto
sorrateiro
fujão

Não tento mais prendê-los, amarrá- los ou...
Escondê-los, para meu intimo deleite
E aconselho
Não o faça também

Pois quando o sorriso nã sorrir mais
Doerá
Doerá tanto quanto se nunca estivesse existido

Sorriso então é felicidade passageira
E assim como o amor,
indispensável para a vida.

Errantes

Somos todos criaturas de Deus!
E r r a n t e s.
E porquê não?
Errantes, e ainda sim divinas.
Testes da vida com infinitas possibilidades.

Errantes ou não,
e se não,
ainda há tempo!
...de experimentar a perfeição das criaturas de Deus.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Atalho 001. Série Nec essários/ Desnecessários. Técnica Mista.2009.

ATALHOS - Necessários/Desnecessários.

Atalho002. Série Necessários / Desnecessários. Técnica mista. 2009

Este projeto se inicia ao perceber a necessidade de construir alguns objetos que julgava de existência necessária , mas que não existiam. São objetos do imaginário que provém dos meus questionamentos pessoais quanto a vida e quanto a arte.
Através destes questionamentos, surge a pergunta: Qual é a função da Arte? Em primeiro lugar considero a arte uma ciência da construção do conhecimento, seja ele tecnológico, filosófico, reflexivo ou crítico, e “até mesmo”: estético. Com isso procuro em minhas propostas proporcionar uma experiência de encontro entre o objeto de arte e o espectador, do qual resulte em auto conhecimento, auto questionamento e que proponha ampliar, de alguma forma, a visão de mundo deste observador.
Acredito que estas experiências, este contato com a Arte ou com qualquer outro tipo de interação que possa contribuir para ampliação da visão de mundo do indivíduo, constituí um degrau de elevação no nível de consciência do ser humano. A Arte humaniza .
Ao entrarmos em contato como objeto de arte, algo muda, mudamos o direcionamento do nosso pensamento por alguns instantes, e esta ação provoca reflexão, interação, estranheza. A Arte visita por alguns instantes, o universo do expectador, e nele deixa suas marcas, é um degrau sem volta, nada mais era como antes, seja na dimensão micro-cósmica ou macro-cósmica. Muda-se o ponto de vista, o posicionamento perante a si e perante ao mundo.
Identifico então a necessidade de criar esses atalhos para mediar este contato entre o ser humano, alienado, vitima de si mesmo e do seu sistema social, para um encontro consigo e com o mundo. Um chamamento, um convite para entrar.
“Atalho:
s.m. Caminho fora da estrada principal, pelo qual se encurtam distâncias. / Fig. Expediente para evitar demoras. / Fig. Digressão”
( IN : www.dicionarioaurelio.com, acesso 15/09/2009)
Não me coloco, todavia, diferente dos meus irmãos humanos , nesta condição de alienação, e devo a ela o despertar para esta busca dos objetos necessários para o meu mundo, mas que não existem quanto matéria. São atalhos, facilitadores de questões abstratas, emocionais, momentâneas, até chegar num universo critico e político, pois invadem o espaço, questionam o espaço e sendo assim , segundo Marcelo Cidade, em entrevista para o guia da 27º Bienal de São Paulo, “qualquer discussão sobre o espaço sempre é uma discussão política.”
Mas vou além disso , qualquer discussão sobre o espaço , matéria, para mim também é uma discussão espiritual. Procuro então, algo de sensível, algo de estético, que torne este atalho atrativo ao expectador. Que não o repulse, mas que o convide para o entrar, mesmo que por vezes a experiência da interação com os objetos não seja tão agradável. Mas as transformações, segundo conhecimento popular, vem ou pelo amor ou pela dor.
Assumo o formato dos objetos, e encontro familiaridades com formatações do próprio, Marcelo Cidade em “Escada parasita” de 2006, Marepe em Trouxa IV , 1995. Porém não os considero como influencias, mas apenas convergências formais, já que o sentido dos seus trabalhos são totalmente outros. A funcionalide proposta dos seus objetos, em nada se parecem com as propostas dos objetos Necessários / Desnecessários que proponho.
Marepe cita Platão, com o Mito da Caverna, e o que proponho são atalhos , para a saída , ou entrada da sua caverna pessoal.
“ Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.”(Platão In . Chaiu,2000)
REFERENCIAS
CHAUI, Marilena. Convite `a Filosofia. ED.ATICA:São Paulo, 2000.
____________.27º Bienal de São Paulo: Como viver Junto: Guia. Ed Bilíngüe:São Paulo, Fundação Bienal,2006.
Dicionário Aurélio On- line, acesso dia 15/09/2009.
http://www.dicionarioaurelio.com/


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Cobra O Urso , A Águia e O Lobo.


Fui pega de surpresa. Em meio a uma visão , em que o foco era identifcar os caminhos de minha missão, as virtudes positivas e negativas da minha familia, as quais poderiam me encaminhar no percurso do caminho certo, a única imagem que aparecia refletida naquele lago era de quatro animais, empuleirados , em formação como uma coluna .

Na base uma cobra enrolada e passiva, à cima dela a cabeça de um urso com toda sua força e majestade. Em seguida , de asas abertas, como numa postura de proteção e ao mesmo tempo impondo sua presença, a Águia. E no topo , na ponta desta organização , um lobo, uivando , liderando essas forças magnificas. Esses animais de poder.

Cada um deles apresenta uma luz e também a sua sombra. Ali estavam representados os quatro centros de força que ustentam a minha energia aqui na Terra. Pude entender como cada Reino Animal, cada espécie, é capaz de representar e ancorar uma qualidade de energia neste plano dimensional. Os animais representam estas forças divinas e podemos envocá-los sempre que necessitarmos. Estas forças estão em nossa essencia e o arquétipo representado pelos animais são apenas representações exterires daquilo que já temos em nossos corações.

Procure identificar seus animais de poder, aqueles os quais tem afinidade, admiração, ou que por algum motivo estão presentes em suas imagens mentais, cotidianas, nos sonhos ou manifestado em sua arte, seu exercício de criação.

Envoque-os e receba-os com respeito , procure integrar e compreender cada vez mais o que eles tem a te oferecer. Fortaleça-se.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Esta minha Confusão


A instabilidade novamente tomou conta de mim
Passou mas poderia ter sido pior

Aonde mora essa pecinha responsável pelo equilíbrio do meu corpo?
Dizem que dentro do meu coração,
mas eu mesma que conheço muito bem o meu coração, afinal sou dona e proprietária, de todo o meu corpo, não consigo regular essa pecinha que insiste em dar defeito!

Passam dias, meses, e acredito que até anos, sem precisar de revisão.
Mas algo acontece , e Paft!
Lá vem a revisão.

Vasculhan-se a cabeça, os sentimentos, o coração.
Até no além corpóreo ! Que confusão!

Mas esta lá novamente, e é a pecinha do coração.
Bate e meia , meia e volta esta lá denovo,
a bater descompassado , desorganizando o que já estava certo .

Mas eu luto e já começo a previnir os sintomas.
É uma questão de tempo , pra que se regularize pra sempre esta minha confusão.

A ferida aberta vem da infância

Pra ilustrar melhor resolvi contar um pouco dessa minha saga. Sim, porque me lembrei que meu objetivo é contar minha história e não ser...