sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Despertar


Surgiu derrepente, como num instante, interrompendo meus pensamentos vagos. Enquanto dirigia o carro, uma estranha sensação de que meus lábios eram tocados, como um formigamento após um beijo bom. A sutileza dos toques invisíveis continuava e aquilo enchia meu peito de alegria.
Derrepente percebi, que sem mais porquês , a menina que falava com as ondas do mar, que recebia mensagens de borboletas, que era acariciada pelo vento e que brincava com as árvores, tinha renascido, ou melhor despertado com aquele beijo invisível. Como num conto de fadas, mas era real... Havia me esquecido de como era bom entrar em sintonia com a mãe Terra. E ela me acolhia e me consolava, em momentos difícies como o de agora, mas também celebrava junto a mim minhas vitórias. Não eram palavras, mas sensações, que me diziam coisas que os Homens ainda não haviam encontrado sons, fonemas ou combinações silábicas que pudessem significar tamanha sabedoria. E como uma mãe, ela me recebia novamente celebrando a minha volta , e me presentiando com encontros gratificantes...

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